Uma coisa que eu venho notando há algum tempo é que as pessoas, de modo geral, obviamente influenciadas por informações mal divulgadas e maipuladas pela mídia, a cada dia apostam sua qualidade de vida e longevidade num único aspecto em particular, que varia de tempos em tempos.
Parece-me que desta vez o coringa é a dieta. Eu venho assitindo a muitos documentários, lendo alguns estudos e convivendo com pessoas que fizeram essa aposta, e por isso, talvez eu já possa expressar uma opinião com mais segurança.
Certamente a maior parte das informações que chegam até nós com esse respeito está relacionada aos Estados Unidos da América, um caso bem particular em se tratando de saúde. Os US são simplesmente o país mais obeso da face da terra, e todos sabemos ou temos boa idéa do porquê. A indústria de alimentos, o fast food, as versões jumbo ou família de produtos, a conviniência e o sedentarismo chegou lá pra ficar, invadiando a casa e a vida dos cidadãos de forma tão agressiva que reverter esta situação é algo praticamente impossível ou tarefa muito árdua para o país.
Frente a problemática, muitos tentam detectar o grande vilão e receitar a solução milagrosa. O vilão da vez são os alimentos de origem animal (ora a proteína, ora a gordura saturada, ou mesmo ambos). E o engraçado é que se fala sobre eles de tal modo que amedronta e apavora os leigos, e os leva a acreditar em algo que, a meu ver, não procede, por ser muito anti natural e que foge ao bom senso.
Temo estar sendo repetitiva nos meus posts ao insistir no BOM SENSO e EQUILÍBRIO. Peço desculpas se a minha mensagem se tornou cansativa ou seja lá o que você, leitor, achar. Porém, o motivo da minha insistência é que o bom senso é a solução e eu não entendo porque tantos tentam escapar a ele e radicalizar. Parece que esquecem-se de que os seres vivos e o ambiente são extremamente dinâmicos e cercados de infinitos fatores, controláveis ou não pelo ser humano. Sabendo disso, como é possível que não se compreenda que a fixação e perfeiçao de um único fator, enquanto ignora-se todos os outros, NÃO garante 100 anos de vida a ninguém?!
Tentando exemplificar um pouco, respondam-me, de que adianta convencer o americano a seguir uma dieta vegetariana, e não conscientizá-lo de que ele precisa excercitar-se, levar uma vida mais ativa, mais prazeroza, menos estressante? De que vale, eles deixarem de tomar leite, se continuarem a trabalhar muito, sendo orientados por dinheiro, família e consumismo? A minha resposta vocês já sabem, então deixo o espaço para a sua reflexão.
Se o mundo está doente hoje é porque o nosso estilo de vida mudou muito, e estilo de vida é algo complexo, que conta com a colaboração de inúmeros aspectos, portanto não se resume a dieta. Aliás, adotar um estilo de alimentação não natural, é estressante e, estresse, senão a maior, é uma das pricipais causas de morbi-mortalidade da vida moderna.





